Trave cai sobre mãe e filho em praça de Águas Claras
Uma manhã de lazer na Praça das Gaivotas, na Quadra 301 de Águas Claras, terminou em susto no dia 4 de junho. Enquanto brincavam na quadra poliesportiva, uma trave de futebol caiu sobre a moradora Michelly Vilela e o filho dela, de 5 anos.
Naquele mesmo dia, o DFÁguasClaras recebeu relatos de moradores informando sobre o acidente. Segundo uma das mensagens enviadas à reportagem, a trave atingiu a cabeça da mãe e as pernas da criança. O morador também relatou que, ao verificar a estrutura após a queda, percebeu que ela não estava presa por parafusos.
Michelly contou ao DFÁguasClaras que chegou à praça por volta das 11h50 para brincar com o filho, a mãe e outras famílias. Naquele momento, segundo ela, ventava bastante.
“Eu estava brincando aqui com meu filho. Estava ventando bastante. Tinham várias crianças e outros moradores. Num determinado momento, a trave virou, bateu na minha cabeça, eu desmaiei e tive uma concussão. Quando despertei, a trave estava em cima da coxa do meu filho”, relatou.
Logo após o acidente, moradores que estavam na praça prestaram os primeiros socorros. Michelly contou que a mãe tentou levantar a estrutura, mas não conseguiu devido ao peso da trave. Em seguida, outros moradores conseguiram retirar o equipamento de cima dela e da criança.
Na sequência, mãe e filho seguiram para o hospital. Michelly passou por uma tomografia de crânio, enquanto o menino realizou uma radiografia da perna. Felizmente, os exames não apontaram ferimentos mais graves.
Preocupação com a estrutura
Depois do acidente, moradores analisaram a trave e passaram a questionar as condições do equipamento. Segundo Michelly, eles deitaram as duas traves no chão para impedir que outras pessoas utilizassem a quadra até que o problema fosse resolvido. No entanto, ainda de acordo com ela, alguém levantou novamente as estruturas no mesmo dia.
Além disso, durante visita ao local, a reportagem do DFÁguasClaras verificou que as traves permaneciam sem fixação ao solo e apresentavam parte da estrutura de sustentação danificada. Por isso, moradores improvisaram uma corda para prender a trave à estrutura da cesta de basquete.
“O fato de ter sido pelo vento. Eu achei que alguém tivesse se pendurado. Não. Ela caiu sozinha. As crianças estavam na lateral, minha mãe ali na frente e o Lucas também. Estava ventando, mas, ainda assim, um equipamento desse tamanho virar por causa do vento é muito preocupante”, afirmou.
Medo de jogar
Mesmo após um mês, Michelly afirma que o episódio ainda afeta o filho. Segundo ela, o menino, que está empolgado com a Copa do Mundo, voltou a frequentar outra quadra esportiva. No entanto, ele ainda evita jogar próximo às traves e prefere improvisar o gol, mesmo quando a estrutura está devidamente fixada.
Além do trauma, Michelly informou que enviou um e-mail à Administração Regional de Águas Claras e registrou uma manifestação na Ouvidoria do Distrito Federal. Até a data da entrevista, porém, ela ainda não havia recebido retorno.
Administração procurada
Diante do caso, o DFÁguasClaras entrou em contato com a Administração Regional de Águas Claras para questionar se o órgão tinha conhecimento do acidente, quais providências adotou após o caso e como realiza a manutenção das quadras esportivas da cidade. No entanto, até o momento da publicação desta reportagem, a Administração Regional de Águas Claras não havia respondido aos questionamentos da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação, e esta matéria será atualizada caso haja um posicionamento oficial.
Por: Rafaella Iack.
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