Homem com histórico de agressões morre após confronto em Águas Claras
Um policial militar da reserva reagiu a uma agressão e matou um homem em situação de rua na noite desta segunda-feira (23), em Águas Claras. Dias antes, o mesmo homem já havia atacado um morador com uma barra de ferro na mesma região.
De acordo com o Corpo de Bombeiros (CBMDF), a equipe atendeu a ocorrência às 22h33 para socorrer uma vítima de disparo de arma de fogo. No entanto, os socorristas já encontraram o homem sem vida no local.
Segundo a Polícia Militar (PMDF), o caso aconteceu na Avenida Boulevard Sul, próximo à Rua 20 Sul. Na ocasião, o policial da reserva passeava com o cachorro quando o homem passou a agredi-lo com um pedaço de madeira. Diante da agressão, o militar reagiu e efetuou um disparo. Como resultado, o tiro atingiu o agressor, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A Polícia Civil (PCDF) registrou o caso como morte por intervenção de agente do Estado, apreendeu a arma e iniciou a investigação. Agora, a 21ª Delegacia de Polícia (DP) apura a dinâmica do ocorrido e já realizou perícia na área.
Homem acumulava histórico de agressões
Ainda de acordo com a PMDF, o homem possuía registros por roubo a transeunte (pedestre), resistência, violação de domicílio, furtos e porte de arma branca, além de ocorrência de lesão corporal no contexto da Lei Maria da Penha.
Além disso, o DFÁguasClaras recebeu um relato de que, em 15 de fevereiro, o mesmo homem agrediu outra pessoa com uma barra de ferro após ter um pedido negado.
Suspeito havia atacado morador dias antes
Antes da morte, na sexta-feira (20), o homem atacou o empresário Edgar Almeida, de 24 anos, na Boulevard Sul, altura da Rua 21 Sul. Naquele dia, Edgar caminhava com os cachorros quando o agressor o abordou pedindo dinheiro. Ele negou e seguiu andando. Logo em seguida, o homem partiu para o ataque.
“Eu estava vindo pra casa, depois de passear com meus cachorros. Ele me abordou pedindo dinheiro, falei pra ele que não tinha e continuei andando. No que eu dei uns três passos, deu uma sensação ruim em mim, eu olhei pra trás, ele já veio com a barra de ferro, pra bater na minha cabeça, eu consegui colocar o braço na frente e me defender e os meus cachorros saíram todos distribuindo, um foi para o meio da pista, quase foi atropelado e ele ainda conseguiu me dar mais um golpe com a barra de ferro. Depois o pessoal foi parando o carro e gritando, e ele saiu correndo.”
Com uma reação rápida, Edgar conseguiu evitar um golpe direto na cabeça. Ainda assim, ele sofreu lesões no braço e na perna.
“Agora eu tô bem! Foi uma luxação aqui no punho, um hematoma bem grande na perna e esse ferimento aqui no braço direito. Menos mal, poderia ter sido pior.”
Além disso, ele relata que teve apenas uma fração de segundo para reagir.
“Eu não esperei muita coisa, foi uma fração de segundo, que eu tentei me defender, para ele não me machucar pior, porque eu sabia que ele veio com a intenção muito pior do que eu imaginava, para ele tentar me dar um golpe com barra de ferro na cabeça. Coisa boa ele não tava querendo, né?”
Moradores já temiam comportamento agressivo
Segundo Edgar, o homem já circulava pela região e apresentava comportamento agressivo. Com o passar do tempo, essa agressividade teria aumentado. Além disso, moradores relatam que ele vivia há meses em uma estrutura improvisada em uma árvore, próxima à estação Águas Claras.
Ação da Polícia
Após o ataque de sexta-feira, a Polícia Militar localizou o agressor e o levou à delegacia, junto com a barra de ferro apreendida. A PCDF registrou o caso como lesão corporal por meio de termo circunstanciado. Por outro lado, Edgar critica o desfecho da ocorrência.
“A polícia correu atrás dele aí, pegou rápido. Só que aí na delegacia não se faz nada, ele foi liberado praticamente primeiro que eu. Aí de novo ele já estava aqui, chegou primeiro do que eu aqui na região.”
Sequência de violência
Após os episódios, moradores relatam medo ao circular pela região. Diante desse cenário, Edgar afirma que passou a redobrar a atenção no dia a dia.
“A gente tem que ficar com o pé atrás, porque esse pessoal anda muito com faca, barra de ferro, o que ele pegar na mão, ele vai querer atacar qualquer um.”
Sequência de episódios violentos
A morte registrada na segunda-feira, somada às agressões anteriores, evidencia uma sequência de episódios violentos na mesma região. Dessa forma, moradores cobram ações mais efetivas para garantir segurança em áreas de grande circulação em Águas Claras. Afinal, até quando situações como essa vão continuar acontecendo?
Por: Rafaella Iack.
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