Faltas de consultas impactam atendimentos e prejudicam cuidado
Faltas a consultas e exames comprometem diretamente o funcionamento da Atenção Primária à Saúde (APS) e de outros procedimentos dentro da rede pública do Distrito Federal. Dessa maneira, a Secretaria de Saúde (SES-DF) alerta que, quando o paciente não comparece ou não cancela com antecedência, a vaga deixa de ser aproveitada por outro usuário. Assim, resultando em ociosidade nas agendas e atraso nos atendimentos.
Nesse sentido, o cenário é ainda mais grave quando se trata de assistência programada para o acompanhamento de doenças crônicas, pré-natal ou ações de prevenção. A gerente de Qualidade na APS da SES-DF, Lídia Glasielle, explica:
“Essas consultas fazem parte de planos de cuidado contínuo, que não podem ser simplesmente remarcados ou substituídos. A ausência quebra o vínculo e o fluxo do cuidado, o que pode levar ao agravamento de condições de saúde e maior procura por atendimentos de urgência no futuro”
Além disso, dados da SES-DF mostram que o absenteísmo ultrapassou os 300 mil registros na APS em 2025. Sendo cerca de 149 mil no primeiro semestre e 159 mil no segundo. Portanto, esses números representam um acréscimo de 33,04% em relação ao ano anterior, quando foram registrados mais de 230 mil casos de absenteísmo.
Atualização no cadastro
Esse impacto no sistema evidencia a importância de atualizar o cadastro no Sistema Único de Saúde (CadSUS). E, assim, garantir o acesso regular aos serviços da rede e a execução de políticas públicas. Desse modo, a falta de dados básicos e pessoais, como telefone, e-mail e endereço, composição familiar e condições de moradia, dificulta o contato para confirmação ou remarcação de consultas.
Assim, com o endereço eletrônico correto, por exemplo, o cidadão recebe automaticamente um comprovante do agendamento na Unidade Básica de Saúde (UBS), com data e horário. Já o número de telefone permite o envio de mensagens sobre consultas, exames e até cirurgias reguladas, estas últimas muitas vezes aguardadas há um certo tempo.
Como atualizar seus dados
A princípio, a revisão cadastral pode ser feita de várias formas: presencialmente na UBS de referência (inclua o CEP e veja aqui qual é a sua). Durante as visitas domiciliares dos agentes Comunitários de Saúde (ACSs). Ou também, por meio do aplicativo “Meu SUS Digital”, do Ministério da Saúde. A ferramenta está disponível para Android e iOS. Glasielle detalha:
“Um dos principais momentos para essa atualização ocorre justamente durante as visitas nas casas dos moradores. Os ACSs atuam diretamente nos territórios, conhecem a realidade das famílias e utilizam o Prontuário Eletrônico do Cidadão (o mesmo sistema das equipes da UBS) para registrar ou corrigir as informações com agilidade e segurança”
No entanto, caso o morador não esteja em casa no momento da visita, também é possível atualizar os dados por conta própria. Simplesmente acessando o “Meu SUS Digital”. A plataforma é integrada ao sistema da SES-DF, o que garante a sincronização das informações e evita a perda de dados.
Por fim, além da atualização cadastral, o “Meu SUS Digital” também permite que os pacientes acompanhem os agendamentos realizados na APS, consultem informações sobre atendimentos e mantenham-se informados acerca da situação de sua saúde e seus vínculos com o SUS.
*Com informações da Secretaria da Saúde.
Por: Maria Luiza Couto.
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