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Falta de manutenção em elevadores do Metrô-DF coloca cadeirantes em risco

Falta de manutenção em elevadores do Metrô-DF coloca cadeirantes em risco

A ausência de um contrato de manutenção ativo para os elevadores e escadas rolantes do Metrô do Distrito Federal (Metrô-DF) tem provocado transtornos graves e, além disso, colocado em risco a segurança de pessoas com deficiência. O problema é especialmente crítico em estações movimentadas, como a Estação Arniqueiras, em Águas Claras, onde cadeirantes que dependem desses equipamentos estão completamente desassistidos.

Drama diário

O morador de Águas Claras, Henryque Nunes, cadeirante e estudante universitário, utiliza o metrô praticamente todos os dias para ir à faculdade. Por isso, ele está entre os usuários mais afetados pela falta de manutenção.

Como os elevadores da Estação Arniqueiras permanecem frequentemente inoperantes, Henryque precisa sair de casa e seguir até a Estação Águas Claras em sua cadeira de rodas motorizada, muitas vezes sob chuva, o que, consequentemente, aumenta o risco de danos ao equipamento. Para conseguir acessar a plataforma, ele é obrigado a fazer “baldeação”, ou seja, seguir no sentido contrário e retornar na estação seguinte. Esse procedimento amplia o percurso, gera atrasos e o faz perder compromissos importantes.

Além do desconforto, a falta de acessibilidade também expõe o estudante a riscos sérios. Sem elevadores funcionando, ele tenta usar a escada rolante, o que representa perigo, especialmente por causa do peso de sua cadeira motorizada.

“O fato de utilizar a escada rolante é mais perigoso… e foi o que me aconteceu na última quarta-feira: eu levei uma queda aqui na Estação Arniqueiras, na escada rolante”, relata.

Embora Henryque não tenha se ferido, o acidente causou um curto-circuito em uma das baterias de sua cadeira. Diante disso, ele classifica a situação como “descaso” e “precarização do serviço”, destacando que a manutenção é algo básico e, portanto, não deveria depender de denúncia para ser exigida.

Posição do Metrô-DF

O Metrô-DF reconheceu o problema e, em seguida, explicou que o contrato de manutenção com a empresa OTIS venceu em 30 de setembro. Segundo a companhia, uma nova licitação já foi concluída e a empresa vencedora está, atualmente, na fase de apresentação de documentos e recursos.

De acordo com a estatal, a nova contratada deve começar a atuar ainda em outubro, “caso as demais fases do processo licitatório transcorram dentro dos prazos”.

Enquanto o novo contrato não entra em vigor, o Metrô-DF informou que mantém um plano de contingência. Assim, técnicos da própria companhia podem atuar em situações de emergência, e funcionários operacionais estão treinados para procedimentos básicos, como abertura de portas, nivelamento e reinicialização de escadas rolantes. Em casos mais graves, o Corpo de Bombeiros é acionado para garantir a segurança dos passageiros.

Falta de preparo e suporte insuficiente

Henryque também critica o preparo dos funcionários e o suporte oferecido às pessoas com deficiência. Segundo ele, os servidores não têm treinamento específico para manusear cadeiras motorizadas e, muitas vezes, por medo de causar acidentes, evitam ajudar. Diante dessa realidade, o estudante acaba recorrendo à solidariedade de outros usuários.

Além disso, as alternativas disponíveis também apresentam riscos. O uso da escada rolante, por exemplo, só se torna viável quando o equipamento é desligado, o que exige muito esforço dos funcionários e acompanhantes.

Outro ponto preocupante é a comunicação. Henryque afirma que falta clareza nas informações oferecidas e que as pessoas com deficiência raramente são ouvidas. Ele destaca que a orientação para recorrer à ouvidoria é vaga e que, em muitos casos, os usuários sequer sabem como proceder.

“A recomendação dos funcionários é utilizar a ouvidoria, mas não tem nenhuma informação sobre isso, sobre onde é a ouvidoria, qual é a ouvidoria. Por exemplo, nos próprios lugares do metrô, geralmente a gente não é informado o que fazer, como fazer”, lamenta.

Providências em andamento

Diante da situação, Henryque decidiu buscar apoio institucional. Ele acionou a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e contou com o respaldo de um deputado distrital, que já solicitou fiscalização ao Metrô-DF.

Além disso, ele estuda a possibilidade de ingressar com uma ação judicial, diante do risco que correu e do prejuízo causado à sua cadeira de rodas. Segundo o morador, a intenção é garantir que o problema seja resolvido e que outros cadeirantes não enfrentem as mesmas dificuldades.

Por: Rafaella Iack.

 

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