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O mercado do cobre e o aumento dos furtos de cabos de energia

O mercado do cobre e o aumento dos furtos de cabos de energia

O cobre, essencial para a infraestrutura elétrica, se transformou em alvo fácil e lucrativo para criminosos. Com cotação entre R$ 35 e R$ 40 por quilo no mercado de sucata, o metal atrai quadrilhas que agem com rapidez e precisão. Em cidades como Águas Claras, os furtos viraram rotina, e os reflexos são sentidos diretamente na vida dos moradores.

A facilidade de revenda clandestina e o uso do metal como moeda de troca por entorpecentes alimentam um mercado paralelo cada vez mais ativo.

“Eles agem em duplas, de madrugada, quebram tampas de bueiros, acessam os cabos e somem em menos de 10 minutos”, relata um síndico da região.

Prejuízo e insegurança nos condomínios

No Residencial Le Ciel, na Rua 25 Sul, a síndica Andressa Lack já perdeu as contas.

“Foi o quarto furto, terceiro nos últimos 40 dias. Cada vez, cada furto que acontece, o dano dentro dos apartamentos e dentro do condomínio é maior. Dessa última vez eu acho que a gente teve dentro do condomínio mais de 70 mil reais de prejuízo. O sistema de câmera foi danificado, dois elevadores foram danificados… e a gente não conseguiu nem calcular todos os custos ainda”, afirma.

Segundo ela, os moradores já vivem em alerta constante.

“Esses dias teve outro problema de pico de energia. E aí todo mundo tirando tudo da tomada. Tá todo mundo com medo. Os moradores saem de casa e estão desligando o disjuntor geral. A Neoenergia, ela bate sempre na mesma tecla, que isso é um problema de segurança pública. Então tem que fortalecer as unidades transformadoras, tem que fechar as caixas das unidades subterrâneas e precisa realmente investir em segurança.”

A moradora Antônia Ribeiro, do condomínio Piazza Praticità, também soma perdas.

“Queimou geladeira, máquina de lavar e a cafeteira. A gente vive com medo. A Neoenergia está colocando bastante obstáculos. Coloca a disponibilidade no número, mas não resolve. É uma burocracia. Até agora ninguém recebeu.”

Resposta lenta e ciclo de impunidade

Mesmo com reforço policial e rondas da distribuidora, o crime persiste. A Polícia Militar do DF informa que mantém patrulhamento contínuo com Radiopatrulha, GTOP (Grupo Tático Operacional), GTM (Grupo Tático Motociclístico) e o programa Rede de Vizinhos Protegidos. A corporação destaca a importância de denúncias via 190 e afirma atuar em parceria com a Neoenergia e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF).

Já a Neoenergia, por meio de nota, informou que em 2024 foram registradas 263 ocorrências de furto de cabos, com 23,8 mil metros de fios levados e R$ 1,1 milhão em prejuízos no DF. A empresa reforça que colabora com a SSP-DF, realiza rondas e mantém canal direto com delegacias e atendimento para ressarcimento de danos, embora moradores relatem dificuldade no processo.

Síndicos buscam soluções coletivas

Enquanto aguardam ações efetivas do poder público, síndicos se articulam.

“Teve reunião com o presidente do CONSEG (Conselho Comunitário de Segurança de Águas Claras) e a vice-governadora. Só nos últimos dois meses, mais de 5 mil moradores foram afetados”, afirma Andressa.

Ela defende medidas duras contra a reincidência:

“A polícia prende, e no outro dia eles saem na audiência de custódia. O judiciário entende que furto é um crime de baixa periculosidade.”

Lucrativo, reincidente e impune

A realidade escancara um ciclo perverso: o furto de cabos alimenta o tráfico, lucra com a receptação clandestina e se sustenta na impunidade. A população, por sua vez, vive no escuro, literalmente e figurativamente.

Moradores pedem leis mais rígidas para furto e receptação, fiscalização intensa nos ferros-velhos e prioridade no tema por parte da Justiça.

“Estamos aqui pedindo ajuda! Vejam o que está acontecendo, porque não é uma coisa simples. A gente realmente tá passando medo!”, resume Antônia.

Enquanto a venda de cobre seguir sem controle e os criminosos continuarem impunes, os furtos não vão parar. E os prejuízos não serão apenas elétricos, mas sociais, com moradores inseguros, no prejuízo e sem resposta. Até quando?

Por: Rafaella Iack.

 

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