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Parque de Águas Claras retira comedouros irregulares e reforça alerta contra alimentação de animais

Parque de Águas Claras retira comedouros irregulares e reforça alerta contra alimentação de animais

Os Agentes de Unidades de Conservação do Parque Ecológico Águas Claras retiraram, ao longo de fevereiro de 2026, 57 comedouros e recipientes similares espalhados por diferentes áreas do parque. O espaço é administrado pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), que executou a ação com base na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais.

De acordo com a agente de Unidades de Conservação Agda Sabino, as equipes precisam retirar os comedouros com frequência, já que muitos frequentadores insistem em alimentar os animais, mesmo com a proibição.

“Prática que é, extremamente, inadequada e proibida. Alimentos oferecidos não integram a dieta natural da fauna silvestre, e podem gerar doenças, como diabete, infecções, entre outras. E também causar dependência humana e a perda da capacidade natural dos animais de buscar, localizar, capturar e consumir alimentos do próprio habitat”, explicou.

Além disso, os comedouros podem se transformar em focos de contaminação. Consequentemente, facilitam a transmissão de doenças entre espécies e, ao mesmo tempo, atraem ratos e outras pragas. Por isso, a legislação ambiental considera alimentar animais silvestres, especialmente dentro de Unidades de Conservação, uma interferência direta na fauna nativa, passível de penalidades.

Desequilíbrio ambiental

Segundo o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, a prática provoca impactos significativos no equilíbrio do ecossistema.

“As pessoas podem até achar que estão fazendo uma coisa boa. Mas não estão. Estão é causando alteração no comportamento natural das espécies, criando desequilíbrio e tornando-as vulneráveis a várias doenças”, enfatiza.

Ou seja, ainda que a intenção pareça positiva, o resultado compromete a saúde e o comportamento natural dos animais.

Educação ambiental e reforço na sinalização

Diante da recorrência do problema, o Instituto vai investir, agora, em educação ambiental. A autarquia vai produzir material informativo com caráter educativo para sensibilizar os frequentadores sobre os riscos de alimentar a fauna silvestre.

Além disso, o órgão vai instalar sinalização vertical em pontos estratégicos do parque. Dessa forma, a medida funcionará como reforço visual permanente dos alertas e ajudará a orientar o público sobre a proibição.

Com essas ações integradas, o Instituto pretende reduzir as investidas de visitantes que, muitas vezes por desconhecimento, acabam estimulando a instalação de novos comedouros e, consequentemente, colocando em risco a fauna do parque.

*Com informações do Ibram.

Por: Rafaella Iack.

 

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