Infestação de caramujos em lote abandonado preocupa moradores em Águas Claras
Moradores da Quadra 203, em Águas Claras, enfrentam uma situação cada vez mais preocupante provocada por um lote vazio tomado por caramujos africanos, além da presença constante de ratos, escorpiões e outros animais peçonhentos. Com o passar do tempo, a infestação avançou, passou a invadir condomínios vizinhos e transformou o local em um foco de risco à saúde pública.
Apesar disso, mesmo após notificações feitas por síndicos e moradores aos órgãos competentes, o problema continua sem solução definitiva. Diante desse cenário, e da ausência de ações efetivas por parte do proprietário do terreno, os próprios moradores decidiram intervir para tentar conter a proliferação dos caramujos.
Condomínio atua para conter infestação
No Residencial Dom Pedro II, um dos mais afetados pela situação, a administração do condomínio recebeu orientação da secretaria competente para realizar uma intervenção emergencial nas encostas do muro que separa o prédio do lote abandonado. No entanto, apesar de a manutenção do terreno ser responsabilidade do proprietário, o condomínio vizinho precisou entrar na área alheia para reduzir os riscos à saúde dos moradores.
A decisão ocorreu depois que os caramujos começaram a surgir em áreas internas do prédio, inclusive no subsolo da garagem. Como consequência, a preocupação entre os moradores aumentou.
Risco à saúde pública
Segundo o síndico do Residencial Dom Pedro II, Júnior, o lote causa transtornos desde que a quadra começou a ser habitada. Entretanto, o cenário se agravou nos últimos anos. De acordo com ele, o terreno, que antes recebia manutenções periódicas, hoje apresenta abandono total, com mato alto e árvores de grande porte. Além de aumentar a sensação de insegurança, o local favorece a presença de animais peçonhentos e, mais recentemente, a proliferação do caramujo africano, que se espalha de forma alarmante.
Júnior afirma que os caramujos já entraram no condomínio e que o problema não se limita aos prédios. Inclusive, a infestação também alcança áreas públicas, como a Praça Andorinha, espaço de lazer frequentado por crianças e famílias da região.
“É um terreno que precisa ser cuidado imediatamente. Está gerando um problema de saúde pública”, afirma.
Além disso, especialistas alertam para os riscos diretos à saúde provocados pelo caramujo africano. Quando infectado por vermes, o molusco pode transmitir doenças graves, como a meningite eosinofílica (inflamação das meninges: membranas do cérebro e medula) e a enterite eosinofílica (ou gastroenterite eosinofílica: doença rara e crônica que causa o acúmulo excessivo de eosinófilos (um tipo de célula inflamatória) no revestimento do trato gastrointestinal). A contaminação pode ocorrer principalmente pela ingestão acidental de larvas contaminadas pelo muco, a gosma liberada pelo caramujo durante a locomoção.
Proprietário do terreno não localizado
De acordo com o síndico, o grupo de síndicos da quadra registrou diversas reclamações na ouvidoria, na Administração Regional de Águas Claras, na secretaria DF Legal e em órgãos da área de vigilância. Ainda assim, a última resposta recebida informou que as equipes não conseguiram localizar o proprietário do lote nos endereços cadastrados.
Enquanto isso, os condomínios continuam assumindo custos e riscos que não deveriam ser de sua responsabilidade.
Ação emergencial tem efeito temporário
Para tentar conter a infestação, o condomínio realizou o corte do mato e aplicou produtos recomendados pela Vigilância Ambiental em Saúde, como cal e iscas específicas. Porém, a ação apresenta efeito temporário.
Segundo o síndico, as chuvas reduzem a eficácia dos produtos, o que exige monitoramento constante. Mesmo após a intervenção, os caramujos continuam avançando em direção aos condomínios, o que reforça a necessidade de uma solução definitiva para todo o lote.
O que dizem os órgãos públicos
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que uma equipe da Vigilância Ambiental em Saúde esteve no local no dia 29 de dezembro de 2025. Na ocasião, os técnicos realizaram o manejo ambiental do caramujo-gigante-africano, recolheram manualmente os moluscos, eliminaram os exemplares encontrados e orientaram síndicos e responsáveis pelas áreas vistoriadas, conforme as diretrizes da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (DIVAL).
Além disso, a SES-DF orienta que, ao identificar a presença do caramujo em residências, o próprio morador pode realizar a catação manual, desde que utilize luvas ou proteção adequada. Paralelamente, a secretaria informa que a população pode registrar denúncias pelos canais Participa-DF, pode acionar a Vigilância Ambiental (Dival) do Distrito Federal pelo telefone (61) 3449-4427 ou pelo Disque Saúde 160.
Já a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEDUH) informou que mantém em andamento um processo para a emissão do alvará de construção do lote, atualmente em análise na Central de Aprovação de Projetos (CAP).
Por sua vez, a Secretaria DF Legal afirmou que esteve no local no mês passado, levantou os dados cadastrais do terreno e identificou o CNPJ de uma construtora como responsável pelo lote. No entanto, outra empresa ocupa atualmente o endereço registrado. Diante disso, a secretaria informou que trabalha para localizar e notificar os responsáveis pela limpeza e manutenção da área.
Comunidade cobra solução imediata
Enquanto o impasse persiste, moradores e síndicos da Quadra 203 convivem com o medo de contaminação e com prejuízos financeiros. A comunidade afirma que a responsabilidade pela manutenção do lote é do proprietário, mas ressalta que o problema já ultrapassou os limites privados e afeta diretamente a saúde coletiva.
Diante da gravidade da situação, moradores cobram uma resposta rápida e efetiva das autoridades para evitar que a infestação continue se agravando.
Por: Rafaella Iack.
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